segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Vida


A vida por vezes pode parecer um mar de rosas, simples e fácil. Somos pequenos, dão-nos dinheiro para comprar o que queremos, mais fácil que isto o que será?! Mas à medida que vamos crescendo, deixamos de ver a facilidade da vida e começamos a ver o que difícil que é a vida. Não é que seja difícil viver, difícil é ganhar para viver. A vida mesmo que ainda em crianças, e ate mesmo naquela fase em que pensamos que somos gente, em que pensamos que temos o mundo, e que é tudo nosso.

Eu passei essa fase a muito, tanto que agora escrevo sobre isso, posso ter corpo, mas...passei há muito essa fase... Mentalmente aprendi a crescer com os mais velhos a pensar acima de tudo isso, a ser superior, para não me doer tanto. Custa sempre, é impossível não sofrer.

Nesta vida, o sofrimento é um sentimento do nosso quotidiano, sem esquecer a nossa mais velha inimiga, a morte.

A morte, digamos, que leva as pessoas mas não para sempre, é como se estivessem presas, mas que rapidamente seriam libertadas. A morte vem como um relâmpago, não se vê não se sente, é rápido. Doí mais para quem cá fica, do que para quem vai.

Quem morre, acaba tudo, não sente mais dor, é o fim para tudo, tudo fica tudo vai, todos nascemos todos morremos, é quase um ciclo vicioso, não tem fim. Mas por mais que doa, temos de ser fortes, suportar o que nos dão para suportar, umas vezes sozinhos, outras acompanhados. Quando acompanhados, é como se déssemos um pouco da nossa carga a outros que nos vão ajudar. É como se diz, quando somos verdadeiros amigos: "Eu dou-te o meu sorriso, tu dás-m,e a tua carga".

Isto é um sinal de verdadeira amizade, de pura amizade. Uma pessoa sem amigos é impossível ser feliz. São os amigos que nos ajudam nos momentos menos bons, são eles que nos dão força para continuara viver, ás vezes mesmo no silencio, só mesmo o facto de estarem ali, sem dizer nada, já ajuda.

Quando olho á minha volta, vejo que estou rodeada de amigos, uns mais próximos que outros. Ás vezes , quando olho para mim mesma, e vejo naquilo que me tornei...custa-me, pois eu sei que não era assim, ou não fui. Tive uma infância muito boa, mas estou a aperceber-me que não tenho tempo para viver a adolescência.

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